quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Filho, você não merece nada!

Outro dia um amigo me mandou um texto falando sobre a dificuldade dos pais de classe média na educação de seus filhos. Achei o ponto de vista da escritora, Eliana Brum,  excelente e vale a pena ler! 
Segue o texto na íntegra:
Meu filho, você não merece nada
A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada

"Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada e, ao mesmo tempo, da mais despreparada
Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba."

ELIANE BRUM

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Viajando com a família

O sonho de nossa família é poder viajar pra praia pelo menos uma vez ao ano. Mas como não é possível realizar esse sonho todo ano, acabamos viajando para o Rio Quente, em Goiás, por ser mais perto e mais barato.
Sempre alugamos uma casinha e usamos o clube de águas termais do qual somos sócios, assim, passamos o dia no clube e fazemos nossas refeições em casa mesmo.
Nas últimas vezes que viajamos pra lá, não foi possível levar todos os membros da família, por diversos motivos: os mais velhos já estavam trabalhando, outros tinham planos de viajar para outros lugares, etc.
Este ano foi diferente, pois no total éramos 12! Logo uma casinha pequena não caberia todos nós! Como tínhamos um flat emprestado, decidimos dividir a família: O Galeno e eu ficamos no pequeno apartamento com os meninos (5 pessoas) e as meninas ficaram na casinha alugada (7 pessoas).
Tudo teve que ser bem organizado: A família e a bagagem foram divididas em dois carros, pois nossa van estava no conserto. A comida que levamos também tinha que ser dividida, já que na casa, assim como no flat seria feito o café da manhã. O almoço e o jantar seriam feitos na casinha, já que ela tinha mais espaço.
Então o esquema era o seguinte: De manhã todos levantavam, preparavam o café e tomavam onde estavam hospedados. Combinávamos o horário de nos encontrar na entrada do clube, passávamos a manhã toda lá, nadando, tomando sol, etc. Na hora do almoço voltávamos todos juntos pra casa alugada e preparávamos o almoço (claro que todo mundo já tava morto de fome!), descansávamos um pouco e voltava pro clube! Ficávamos lá até dar fome de novo, quando voltávamos pra casa, preparávamos um lanche e quando anoitecia todos voltavam pras piscinas de água quente novamente!
Tinha dessas noites que os dois menores dormiam nas cadeiras de sol,de tão exaustos que ficavam! Logo, o Galeno e eu tínhamos que carregá-los de volta pro carro!

Apesar dessa rotina corrida foi muito bom. Nos divertimos muito e passamos bons momentos!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Matheus voando "sem corpo"

Era uma manhã de domingo, o Galeno e eu estávamos ainda deitados na cama quando o Matheus, o mais novinho de 4 anos, veio correndo do quarto dele e falou todo assustado:
          -MÃE EU QUASE CAI!
Eu achei que o menino tivesse caído da cama, porém ele explicou:
           -Não caí da cama mãe! Eu tava lá em cima e meu pé começou a escorregar! Daí eu me segurei, e minha mão também estava escorregando, eu tentei me segurar mas não consegui! - Falou ele, representando a cena.
Foi quando eu percebi que ele estava sonhado! Então perguntei a ele, fazendo uma cara de assustada:
           - E então você caiu?!
           -NÃO MÃE! EU VOEI... SEM CORPO! - Falou ele abrindo os braços e balançando o corpo com a cara mais feliz do mundo.
           -Como assim Matheus, voou sem corpo? - Perguntei muito curiosa
           - Sim! Eu só tinha os olhos e os ouvidos! E estava voando!! Foi muito legal!
Eu e o Galeno caímos na risada!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A última o Arthur: Nunca duvide da capacidade feminina!

Na mesa do jantar, Luana Raquel tentava fazer com que o Arthur Miguel (7 anos) e o Matheus (4 anos) terminassem logo de comer, então resolveu desafiá-los dizendo que acabaria de comer primeiro.
Ficou enrolando um pouco e desafiando aos dois dizendo que seria a vencedora, e lógico, eles começaram a comer mais rápido para ganhar dela!
Quando viu que eles estavam terminando, comeu as últimas garfadas e terminou antes deles.
O Arthur muito tranquilamente, virou pro Matheus e disse:
- Tá vendo Matheus, nunca duvide da capacidade feminina!
A Luana ficou espantada com o comentário dele, mas não falou nada. Então o Arthur perguntou:
-Luana, não quer saber de onde eu tirei essa frase?
-Claro que quero Arthur!
-Foi de um filme ué!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pipoca doce no palito

Se tem uma coisa que toda criança adora é PIPOCA!!
Então resolvi compartilhar uma receita super fácil e que é um sucesso: Pipoca doce no palito.
A vantagem dessa receita é que as  pipocas grudam entre si, mas não grudam nas mãos! Então fica fácil moldá-las em forma de bolas. 



Ingredientes:
6 xícaras (chá) de pipoca
1 xícara (chá) de acúcar
4 colheres (sopa) de glucose  de milho (ou mel karo)
150 gramas de margarina

Modo de fazer:
Espalhe em um refratário a pipoca pronta, sem sal.
Numa panela junte o açúcar, a glucose e a margarina, levando ao fogo por uns dez minutos ou até atingir o ponto de caramelo ralo.
Retire do fogo e despeje sobre a pipoca. Misture bem com a ajuda de dois garfos.
Espere esfriar um pouco e modele as bolinhas. Coloque um palito de churrasco no meio das bolinhas enquanto modela.



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Meu Amor

Estive pesquisando uns arquivos antigos no meu computador e encontrei um pequeno texto que fiz, era uma carta em comemoração do meu 23º aniversário de casamento, em 18/12/2011. 
Depois que li, percebi que meu sentimento em nada mudou, e a cada dia se fortalece mais!

Segue a carta:




MEU AMOR
É maravilhoso sentir que nosso amor está presente em todos os momentos, em cada coisa que fazemos, a qualquer hora.
Sei que este sentimento me entusiasma para enfrentar qualquer barreira, qualquer obstáculo.
Nosso amor vai além das fronteiras do nosso pensamento, e acontece em cada ato que fazemos, em cada gesto. Sou feliz por isso, e, vejo que você também é.
A felicidade é isso, pequenos momentos, pequenos gestos, a certeza da parceria, do companheirismo, do carinho e do afeto. E saber que existimos um para o outro e ambos para Deus. É a coisa mais linda que alguém pode sentir. É a vontade de estar juntos, de planejar a vida, de fazer as coisas de forma simples e repletas de amor, de compartilhar cada momento que passamos.
Como é gostoso estar com você e ouvir a sua voz, curtir esse seu olhar tão especial e carinhoso, sentir o seu cheiro, sentir seu coração bater.
Somos duas metades que se completam, se abraçam e que se amam.
Você é a razão do meu viver.
Te amo!
Feliz aniversário de casamento – 18/12/2011







terça-feira, 2 de outubro de 2012

Desabafo

Alguns dias as coisas parecem mais difíceis que em outros.
E às vezes tenho a impressão que minha vida tá um verdadeiro caos: Falta dinheiro, falta paciência e sobram dívidas e compromissos.
Estou sempre atrasada!!
A pia nunca fica vazia e eu tenho a impressão de que estou sempre correndo atrás de fazer aquilo que eu já deveria ter feito!
Sem falar  nas carências e necessidades que cada filho me exige em suas diversas fases e idades! Afffff

Só Jesus na causa!! rs

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O Esconderijo


 Certo dia, cheguei no quarto do Pedro Gabriel e do Arthur Miguel, 9 e 6 anos respectivamente,  e notei que o quarto estava todo empoeirado e sujo de alguma coisa parecida com areia,  e que este pó estava por cima de todos os móveis e da colcha na cama.
Eu notei que havia um rodo no quarto e que alguém havia raspado para a varanda toda aquela sujeira do chão, e que também havia restos de cimento e pedrinhas.
Eu olhei ao redor e não consegui identificar de onde vinha toda aquela suejeira. Fiquei intrigada!
De repente o Arthur entrou no quarto, eu perguntei a ele quem tinha trazido areia pro quarto.
        - Não sei mamãe, não vi nada. Respondeu ele.
Quando foi mais tarde o Jonatas chama a mim e ao Galeno no quarto do Pedro pra nos mostrar o que tinha acontecido:
O Pedro simplesmente tinha feito um buraco enorme, na parede! 
O buraco estava escondido atrás do quadro, por isso eu não tinha visto!
Quando perguntamos por que ele tinha feito isso, ele nos respondeu que era pra guardar um dinheiro que ele tinha ganhado da avó e que queria um lugar bem escondido, por isso pensou em fazer um cofre na parede, usando uma chave-de-fenda e um martelo!
Isso rendeu-lhe uma semana indo dormir mais cedo e sem ver televisão.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Pérolas do Matheus

Pela primeira vez, em 24 anos de casados, fizemos uma viagem um pouco mais longa: o Galeno e eu ficamos fora por 16 dias, sem as crianças!
Eles ficaram em casa, apenas com os mais velhos e com uma moça que ficou ajudando com o serviço da casa.
Após a primeira semana de nossa ausência o caçula de 3 anos, Matheus, começou a achar que nós não iriamos voltar, e falou todo preocupado para a irmã mais velha:
      - Luana, se a mamãe não voltar eu vou querer ficar com você viu?!
      A Luana achou muita graças, e logo o tranquilizou, dizendo que não se preocupasse que eu iria voltar sim, e etc.

Passados alguns dias, minha sobrinha, que estava em casa, esbarrou nele na escada, ele logo foi brigando com ela, e dizendo todo nervoso:
      - Paloma, cuidado senão eu vou cair da escada! Eu posso morrer viu?!  E se isso acontecer eu não vou ver a minha mãe!!!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Educação - O maior desafio


  

Acredito que nosso maior desafio e principal missão é educar bem todos esses filhos. Quando digo “nosso maior desafio” é por que o desafio não é meu ou do Galeno, mas é NOSSO. E constantemente vou falar na primeira pessoa do plural, pois as decisões serão sempre tomadas pelos dois: pai e mãe.

Quando falo em educação, não estou falando apenas da educação profissional de cada um, mas da educação moral e cristã, que o Galeno e eu prezamos e acreditamos! Nossa maior dificuldade é mantermo-nos firmes no que acreditamos, ainda mais nos tempos de hoje, onde os valores estão distorcidos e a maioria das pessoas pensam que devem levar vantagem em tudo, que o dinheiro deve vir sempre em primeiro lugar. Acho que o importante é mostrar a nossos filhos o valor de serem pessoas honestas, solidárias e menos egoístas.

          Obviamente a educação escolar e profissional sempre foi uma preocupação. Lembro-me bem quando tive que transferi-los de uma pequena, mas bem conceituada escola particular para uma pública, foi uma decisão difícil, mas tivemos que tomá-la.

Conseguimos manter a escola particular até a quarta filha, a Gabriela, mas quando chegou a época da Camila Maria,  ingressar na vida escolar, vimos que nosso orçamento não permitia manter a todos na escola particular. Então partimos pra escola pública.
Não foi fácil, pois sabemos que no Brasil há uma grande diferença de qualidade na educação pública e privada, tanto em infra-estrutura quanto em conteúdo, assim como, sabemos da deficiência de professores bem preparados e interessados.

Mas ao mesmo tempo percebo que o que importa não é apenas a escola, o grande diferencial está no interesse do aluno. Se fosse assim os menos favorecidos jamais se tornariam bons profissionais ou cidadãos que contribuam para uma sociedade melhor e mais justa. Conheço diversas famílias de origem simples, que começaram com nenhuma ou pouquíssima condição financeira, ou outras que vieram do interior, e seus filhos conquistaram seu espaço no mercado de trabalho, se formaram e tornaram-se pessoas de bem e bem sucedidas. Foram esses exemplos que me consolaram!

Sempre digo a meus filhos que "Somos o que queremos ser!” Se realmente queremos alguma coisa devemos “correr atrás”. Duas grandes virtudes em uma pessoa é a determinação e perseverança! Então, não devemos desacreditar de nossos sonhos, desistir de nossos objetivos, por causa dos obstáculos que se interpõem a eles.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Transporte escolar irregular ou excursão?

O carro da família é uma Van, e meu marido sempre leva e busca as crianças na escola.


Certa vez, ele estava com sete de nossos filhos no nosso carro, além de uma sobrinha que ele deixava em casa, pois a casa dela ficava no caminho da nossa. Nesse percurso o Galeno foi abordado por um policial, que vendo aquela van cheeeeeia de crianças uniformizadas, imaginou que se tratava de um transporte escolar irregular.


O Policial fez sinal para o Galeno encostar, solicitou a documentação do veículo e a autorização para transporte escolar.
            -Seu guarda, esse carro é particular! Não se trata de transporte escolar, pois são todos meus filhos! Falou o Galeno.
-Todas essas crianças são seus filhos? Deixa de brincadeira e apresente logo a autorização! Insistiu o policial.
Somente depois de muita discussão ele liberou o Galeno, mas desconfiado, disse: 
- Vou te liberar, mas saiba que será só desta vez!
Depois disso resolvemos tirar xerox das certidões e autenticá-las em cartório, mantendo-as no porta-luvas.
Meses depois desse acontecimento, resolvemos dar um passeio a Caldas Novas e fomos com oito de nossos filhos.  Imaginem o que aconteceu? Fomos parados na polícia rodoviária, na saída de Brasília, pelo mesmo motivo!
O Policial queria saber de onde era aquela excursão!  KKKKK
Depois que apresentamos as certidões, ele ainda não acreditou! E sabe o que fez? Começou a perguntar qual era o nome de cada um e verificar se realmente era o mesmo da certidão! Dá pra acreditar!?


Demorou tanto até convencermos que se tratava mesmo de uma única família, que o carro foi ficando cercado de policiais rodoviários curiosos.
No fim das contas as crianças ganharam ate água mineral de uma policial e resolveram nos liberar sem maiores problemas.