terça-feira, 5 de novembro de 2013

Matheus voando "sem corpo"

Era uma manhã de domingo, o Galeno e eu estávamos ainda deitados na cama quando o Matheus, o mais novinho de 4 anos, veio correndo do quarto dele e falou todo assustado:
          -MÃE EU QUASE CAI!
Eu achei que o menino tivesse caído da cama, porém ele explicou:
           -Não caí da cama mãe! Eu tava lá em cima e meu pé começou a escorregar! Daí eu me segurei, e minha mão também estava escorregando, eu tentei me segurar mas não consegui! - Falou ele, representando a cena.
Foi quando eu percebi que ele estava sonhado! Então perguntei a ele, fazendo uma cara de assustada:
           - E então você caiu?!
           -NÃO MÃE! EU VOEI... SEM CORPO! - Falou ele abrindo os braços e balançando o corpo com a cara mais feliz do mundo.
           -Como assim Matheus, voou sem corpo? - Perguntei muito curiosa
           - Sim! Eu só tinha os olhos e os ouvidos! E estava voando!! Foi muito legal!
Eu e o Galeno caímos na risada!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A última o Arthur: Nunca duvide da capacidade feminina!

Na mesa do jantar, Luana Raquel tentava fazer com que o Arthur Miguel (7 anos) e o Matheus (4 anos) terminassem logo de comer, então resolveu desafiá-los dizendo que acabaria de comer primeiro.
Ficou enrolando um pouco e desafiando aos dois dizendo que seria a vencedora, e lógico, eles começaram a comer mais rápido para ganhar dela!
Quando viu que eles estavam terminando, comeu as últimas garfadas e terminou antes deles.
O Arthur muito tranquilamente, virou pro Matheus e disse:
- Tá vendo Matheus, nunca duvide da capacidade feminina!
A Luana ficou espantada com o comentário dele, mas não falou nada. Então o Arthur perguntou:
-Luana, não quer saber de onde eu tirei essa frase?
-Claro que quero Arthur!
-Foi de um filme ué!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pipoca doce no palito

Se tem uma coisa que toda criança adora é PIPOCA!!
Então resolvi compartilhar uma receita super fácil e que é um sucesso: Pipoca doce no palito.
A vantagem dessa receita é que as  pipocas grudam entre si, mas não grudam nas mãos! Então fica fácil moldá-las em forma de bolas. 



Ingredientes:
6 xícaras (chá) de pipoca
1 xícara (chá) de acúcar
4 colheres (sopa) de glucose  de milho (ou mel karo)
150 gramas de margarina

Modo de fazer:
Espalhe em um refratário a pipoca pronta, sem sal.
Numa panela junte o açúcar, a glucose e a margarina, levando ao fogo por uns dez minutos ou até atingir o ponto de caramelo ralo.
Retire do fogo e despeje sobre a pipoca. Misture bem com a ajuda de dois garfos.
Espere esfriar um pouco e modele as bolinhas. Coloque um palito de churrasco no meio das bolinhas enquanto modela.



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Meu Amor

Estive pesquisando uns arquivos antigos no meu computador e encontrei um pequeno texto que fiz, era uma carta em comemoração do meu 23º aniversário de casamento, em 18/12/2011. 
Depois que li, percebi que meu sentimento em nada mudou, e a cada dia se fortalece mais!

Segue a carta:




MEU AMOR
É maravilhoso sentir que nosso amor está presente em todos os momentos, em cada coisa que fazemos, a qualquer hora.
Sei que este sentimento me entusiasma para enfrentar qualquer barreira, qualquer obstáculo.
Nosso amor vai além das fronteiras do nosso pensamento, e acontece em cada ato que fazemos, em cada gesto. Sou feliz por isso, e, vejo que você também é.
A felicidade é isso, pequenos momentos, pequenos gestos, a certeza da parceria, do companheirismo, do carinho e do afeto. E saber que existimos um para o outro e ambos para Deus. É a coisa mais linda que alguém pode sentir. É a vontade de estar juntos, de planejar a vida, de fazer as coisas de forma simples e repletas de amor, de compartilhar cada momento que passamos.
Como é gostoso estar com você e ouvir a sua voz, curtir esse seu olhar tão especial e carinhoso, sentir o seu cheiro, sentir seu coração bater.
Somos duas metades que se completam, se abraçam e que se amam.
Você é a razão do meu viver.
Te amo!
Feliz aniversário de casamento – 18/12/2011







terça-feira, 2 de outubro de 2012

Desabafo

Alguns dias as coisas parecem mais difíceis que em outros.
E às vezes tenho a impressão que minha vida tá um verdadeiro caos: Falta dinheiro, falta paciência e sobram dívidas e compromissos.
Estou sempre atrasada!!
A pia nunca fica vazia e eu tenho a impressão de que estou sempre correndo atrás de fazer aquilo que eu já deveria ter feito!
Sem falar  nas carências e necessidades que cada filho me exige em suas diversas fases e idades! Afffff

Só Jesus na causa!! rs

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O Esconderijo


 Certo dia, cheguei no quarto do Pedro Gabriel e do Arthur Miguel, 9 e 6 anos respectivamente,  e notei que o quarto estava todo empoeirado e sujo de alguma coisa parecida com areia,  e que este pó estava por cima de todos os móveis e da colcha na cama.
Eu notei que havia um rodo no quarto e que alguém havia raspado para a varanda toda aquela sujeira do chão, e que também havia restos de cimento e pedrinhas.
Eu olhei ao redor e não consegui identificar de onde vinha toda aquela suejeira. Fiquei intrigada!
De repente o Arthur entrou no quarto, eu perguntei a ele quem tinha trazido areia pro quarto.
        - Não sei mamãe, não vi nada. Respondeu ele.
Quando foi mais tarde o Jonatas chama a mim e ao Galeno no quarto do Pedro pra nos mostrar o que tinha acontecido:
O Pedro simplesmente tinha feito um buraco enorme, na parede! 
O buraco estava escondido atrás do quadro, por isso eu não tinha visto!
Quando perguntamos por que ele tinha feito isso, ele nos respondeu que era pra guardar um dinheiro que ele tinha ganhado da avó e que queria um lugar bem escondido, por isso pensou em fazer um cofre na parede, usando uma chave-de-fenda e um martelo!
Isso rendeu-lhe uma semana indo dormir mais cedo e sem ver televisão.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Pérolas do Matheus

Pela primeira vez, em 24 anos de casados, fizemos uma viagem um pouco mais longa: o Galeno e eu ficamos fora por 16 dias, sem as crianças!
Eles ficaram em casa, apenas com os mais velhos e com uma moça que ficou ajudando com o serviço da casa.
Após a primeira semana de nossa ausência o caçula de 3 anos, Matheus, começou a achar que nós não iriamos voltar, e falou todo preocupado para a irmã mais velha:
      - Luana, se a mamãe não voltar eu vou querer ficar com você viu?!
      A Luana achou muita graças, e logo o tranquilizou, dizendo que não se preocupasse que eu iria voltar sim, e etc.

Passados alguns dias, minha sobrinha, que estava em casa, esbarrou nele na escada, ele logo foi brigando com ela, e dizendo todo nervoso:
      - Paloma, cuidado senão eu vou cair da escada! Eu posso morrer viu?!  E se isso acontecer eu não vou ver a minha mãe!!!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Educação - O maior desafio


  

Acredito que nosso maior desafio e principal missão é educar bem todos esses filhos. Quando digo “nosso maior desafio” é por que o desafio não é meu ou do Galeno, mas é NOSSO. E constantemente vou falar na primeira pessoa do plural, pois as decisões serão sempre tomadas pelos dois: pai e mãe.

Quando falo em educação, não estou falando apenas da educação profissional de cada um, mas da educação moral e cristã, que o Galeno e eu prezamos e acreditamos! Nossa maior dificuldade é mantermo-nos firmes no que acreditamos, ainda mais nos tempos de hoje, onde os valores estão distorcidos e a maioria das pessoas pensam que devem levar vantagem em tudo, que o dinheiro deve vir sempre em primeiro lugar. Acho que o importante é mostrar a nossos filhos o valor de serem pessoas honestas, solidárias e menos egoístas.

          Obviamente a educação escolar e profissional sempre foi uma preocupação. Lembro-me bem quando tive que transferi-los de uma pequena, mas bem conceituada escola particular para uma pública, foi uma decisão difícil, mas tivemos que tomá-la.

Conseguimos manter a escola particular até a quarta filha, a Gabriela, mas quando chegou a época da Camila Maria,  ingressar na vida escolar, vimos que nosso orçamento não permitia manter a todos na escola particular. Então partimos pra escola pública.
Não foi fácil, pois sabemos que no Brasil há uma grande diferença de qualidade na educação pública e privada, tanto em infra-estrutura quanto em conteúdo, assim como, sabemos da deficiência de professores bem preparados e interessados.

Mas ao mesmo tempo percebo que o que importa não é apenas a escola, o grande diferencial está no interesse do aluno. Se fosse assim os menos favorecidos jamais se tornariam bons profissionais ou cidadãos que contribuam para uma sociedade melhor e mais justa. Conheço diversas famílias de origem simples, que começaram com nenhuma ou pouquíssima condição financeira, ou outras que vieram do interior, e seus filhos conquistaram seu espaço no mercado de trabalho, se formaram e tornaram-se pessoas de bem e bem sucedidas. Foram esses exemplos que me consolaram!

Sempre digo a meus filhos que "Somos o que queremos ser!” Se realmente queremos alguma coisa devemos “correr atrás”. Duas grandes virtudes em uma pessoa é a determinação e perseverança! Então, não devemos desacreditar de nossos sonhos, desistir de nossos objetivos, por causa dos obstáculos que se interpõem a eles.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Transporte escolar irregular ou excursão?

O carro da família é uma Van, e meu marido sempre leva e busca as crianças na escola.


Certa vez, ele estava com sete de nossos filhos no nosso carro, além de uma sobrinha que ele deixava em casa, pois a casa dela ficava no caminho da nossa. Nesse percurso o Galeno foi abordado por um policial, que vendo aquela van cheeeeeia de crianças uniformizadas, imaginou que se tratava de um transporte escolar irregular.


O Policial fez sinal para o Galeno encostar, solicitou a documentação do veículo e a autorização para transporte escolar.
            -Seu guarda, esse carro é particular! Não se trata de transporte escolar, pois são todos meus filhos! Falou o Galeno.
-Todas essas crianças são seus filhos? Deixa de brincadeira e apresente logo a autorização! Insistiu o policial.
Somente depois de muita discussão ele liberou o Galeno, mas desconfiado, disse: 
- Vou te liberar, mas saiba que será só desta vez!
Depois disso resolvemos tirar xerox das certidões e autenticá-las em cartório, mantendo-as no porta-luvas.
Meses depois desse acontecimento, resolvemos dar um passeio a Caldas Novas e fomos com oito de nossos filhos.  Imaginem o que aconteceu? Fomos parados na polícia rodoviária, na saída de Brasília, pelo mesmo motivo!
O Policial queria saber de onde era aquela excursão!  KKKKK
Depois que apresentamos as certidões, ele ainda não acreditou! E sabe o que fez? Começou a perguntar qual era o nome de cada um e verificar se realmente era o mesmo da certidão! Dá pra acreditar!?


Demorou tanto até convencermos que se tratava mesmo de uma única família, que o carro foi ficando cercado de policiais rodoviários curiosos.
No fim das contas as crianças ganharam ate água mineral de uma policial e resolveram nos liberar sem maiores problemas.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Solidariedade

Bem, estive pensando... estamos bem no feriado de carnaval, e a maioria dos membros da família estão em casa (com excessão do Felipe que viajou com a esposa, o Jônatas e a Dani, que estão na chácara dos meus pais), vejo que não é fácil, passar os quatro dias, organizando, cozinhando, limpando a casa e o jardim em volta dela, etc.
Apesar de muitas reclamações, pois cada um tinha projetos, ou almejavam aproveitar melhor o feriado, viajar,  sair, ir a um clube, ir pra casa de um amigo, ou coisa parecida. Mas que, por diversos motivos, específicos da vida de cada um, vieram a impedir que esses projetos não se concretizassem: Então, estão estão todos aqui, reunidos, cada um com suas obrigações, contribuindo de alguma forma com as atividades da casa e suas obrigações. Vejo que não é fácil pra nenhum de nós, pois somos pessoas comuns, com aspirações, desejos e limitações. Mas quando me deparo com essa situação, vejo todos cooperando de alguma forma, contribuindo com isso ou aquilo, reconheço que existem uma consciência que faz com que meus filhos, até mesmo o mais novos, participem das necessidades comuns.: e isso se chama SOLIDARIEDADE.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um pouco de História

Para aqueles que não conhecem nossa história vou contá-la rapidamente: A tragetória ( minha e do meu marido) e o nascimento de cada um de nossos filhos em meio às inúmeras mudanças em nossas vidas, afinal já se passaram quase 25 anos que nos casamos.
Como já disse, muitas coisas aconteceram nesse um quarto de século e muita, muita “água se passou debaixo da ponte”, então vamos lá!

1985 - Sempre que ia à missa, via aquele rapaz, que ao invés de prestar atenção ao Padre, ficava olhando pra mim, no lado oposto da igreja. Até que um dia fui apresentada ao Galeno, tempos depois  começamos a namorar. O namoro foi excelente, e como estávamos muito apaixonados decidimos que deveríamos nos casar. Então, entre namoro, noivado e casamento levamos exatamente um ano e onze meses.


1987 Me casei com Galeno, em dezembro desse ano, aos dezesseis anos e ele com vinte e um. Todos me perguntam: “E seus pais? Não se opuseram?” Na verdade não! Meus pais gostavam muito dele. Acho que eles acreditavam no nosso amor. Lembro-me que minha mãe justificava: “Ele é um bom rapaz, trabalhador, responsável e de boa família”.


1988 – Combinamos que iríamos receber os filhos que Deus pensou pra nós: Não iríamos utilizar nenhum método contraceptivo, a não ser a abstinência sexual.  Resultado: voltei da minha lua-de-mel, grávida da primeira filha. Agora precisava conciliar a responsabilidade com a minha casa, a escola (que nessa época ainda estudava), dar atenção ao marido e a gravidez: Nossa! Só Deus mesmo pra me ajudar!
O Galeno trabalhava com meu pai, era gerente de loja de autopeças, e eu só estudava: era normalista. Terminei o último ano do ensino médio, com minha primeira filha nos braços, a Luana Raquel.


1989/1996 - Ao invés de exercer o magistério fui trabalhar com o Galeno, no escritório da loja de autopeças que tínhamos em sociedade com meu pai.  Durante oito anos mantivemos a loja, e tivemos mais cinco filhos: Felipe Henrique, João Paulo, Gabriela, Camila Maria e Danielle.
Começamos a construção de nossa casa, em 1992 quando estava grávida da 4ª filha: a Gabriela. Como sabíamos que a família tinha grande chance de ser uma “Grande Família” decidimos fazer uma casa bem grande, que acomodasse a todos com conforto, mesmo que levasse um tempo maior para ficar pronta.
1997 - Quando eu estava na 7ª gravidez, o País tive uma mudança de governo, que afetou profundamente nossos negócios, tivemos que fechar as lojas, e com o que sobrou iniciamos uma pequena fábrica de biscoitos. Nessa época nasceu o Jônatas.
Não tivemos sucesso. Foi uma fase muito difícil, mas tínhamos a certeza de que Deus não deixaria nada faltar.
1998 - Meu pai passou pelo mesmo problema, fechou as lojas e resolveu partir pra outro ramo: o de restaurante. E dois anos depois assumimos a administração do resturante... por mais sete anos.
Voltei a estudar, com o incentivo do Galeno e do meu sogro, pois as coisas não iam bem. Nessa época tínhamos oito filhos, pois tinha nascido a Ana Ruth. Mas foi com grande alegria que comecei o curso de Administração de Sistema de Informações.
Nossa rotina era a seguinte: Levantávamos bem cedo, o Galeno ia pro restaurante levando os meninos, pois tinha que deixá-los na escola, eu ia pra faculdade. No fim da manhã, as crianças retornavam da escola juntas, a pé, e eu saia da faculdade e ia direto para restaurante. Precisava ajudá-lo no caixa e no que fosse necessário. Os meninos almoçavam no restaurante e depois iam pra casa da minha mãe, que ficava próxima, pra esperarem o fim do expediente, quando acabava o expediente, eu e o Galeno buscávamos os meninos e voltávamos para casa.
2000 - Fiquei grávida da Marianna. Estava no terceiro semestre quando ela nasceu. Foi bem difícil, pois não podia levá-la pra escola e depois pro trabalho, e ela não se adaptava com outro tipo de leite que não fosse o meu, então decidi trancar a faculdade.
2001 – Nasceu a Cecília, eu voltei a cursar a faculdade.
2002 – Concluí a faculdade. Foi uma grande conquista, pois não acreditava que eu, com dez filhos, casa, trabalho e marido, fosse capaz de me formar.
Tenho muito a agradecer a Deus, e também ao Galeno que muito me apoiou, por essa conquista, foi um sonho realizado!
2003 – Nasceu o Pedro Gabriel. Depois de muito tempo na direção do restaurante o Galeno já estava muito cansado, então decidimos que era hora de fechá-lo, pagar as dívidas existentes e partir para uma nova fase em nossas vidas: Ele foi trabalhar como gerente financeiro em uma empresa privada eu fui contratada por uma empresa de Tecnologia e desenvolvimento de sistemas.
2006 – Iniciei minha pós-graduação. Nesse ano, nasceu o Arthur Miguel.
2009 – Finalmente nos mudamos para a casa que começamos a construir. Nasceu o 13º filho: o Matheus.
Affff é isso!