Uma amiga me perguntou como consigo trabalhar fora de casa e ainda conseguir dar atenção aos filhos.
Pois bem, não é fácil! Mas também não é impossível ou super desgastante...
Sempre digo que o importante é envolver os filhos naquilo que você está fazendo.
Quando chegar em casa ou quando estiver na presença dos filhos, você deve envolvê-los nas suas atividades em casa, se está na cozinha (como é o meu caso, sempre que chego em casa) eu divido o tempo conversando sobre algum assunto e trabalhando no jantar, ou se seu filho for menorzinho chame-o para te ajudar a por a mesa, a pegar os alimentos na geladeira, etc
Quando eles eram bem pequenos eu trazia os brinquedos e colocava num canto da cozinha, assim eles estavam perto de mim e eu podia dividir atenção entre a brincadeira e minhas atividades.
E depois, em outro momento mais tranquilo, deixava alguns minutos só pra eles, para brincar, jogar ou ver TV.
O que quero dizer é que, não necessariamente precisa ter sua atenção exclusivamente voltada para eles e não ter outra atividade que não seja brincar com eles! Os filhos também gostam de saber que são responsáveis por algo e que a mãe se orgulha deles quando podem ajudar!
quarta-feira, 5 de julho de 2017
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Família, lugar de perdão - Papa Francisco
Esta semana recebi este texto maravilhoso e muito sábio que nos convida à reflexão:
"Não existe família perfeita. Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos. Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos uns aos outros. Por isso, não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão. O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas.
Sem perdão a família adoece. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. Quem não perdoa não tem paz na alma nem comunhão com Deus. A mágoa é um veneno que intoxica e mata. Guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo. É autofagia. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente.
É por isso que a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. O perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; cura, onde a mágoa causou doença." (Papa Francisco).
Que todas estas palavras do Papa nos façam refletir bastante. Façam abrir-nos ao perdão, que talvez seja uma das atitudes mais nobres do ser humano, pois como dizia São João Crisóstomo:
“Nada nos assemelha tanto a Deus como estarmos sempre dispostos a perdoar".
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Viagem em família
Este ano fizemos uma coisa inusitada: uma viagem em família!
Não, não uma viagem com a MINHA família apenas ( os 13 filhos e marido) mas com meus pais, irmãos, cunhados, sobrinhos.
Foi o máximo!
A idéia foi do meu pai, que sonhava com uma viagem dessas, envolvendo toda a família "dele": filhos, netos, bisnetos, etc
Isso mesmo! Fomos ao total 42 pessoas, saindo de Brasília para praia do Forte, na Bahia!
Precisamos de muita organização e participação de todos para decidir o local, o roteiro, a contratação do ônibus para o translado, a hospedagem, a distribuição nos quartos duplos, triplos, quádruplos, as preferencias e necessidades de cada ´pessoa, etc, sem falar nas despesas, que só foi possível com uma ajudinha do idealizador do passeio... só temos a agradecer a essa grande ajuda!
Eu confesso que no começo, achei que não ia dar certo. Tantas pessoas envolvidas nas decisões de uma mesmo evento ia acabar em desentendimento. Mas o incrível aconteceu: Nenhuma briga!!!!
Meus filhos estavam super ansiosos, principalmente aqueles que não conheciam a praia ou que não tinham viajado de avião.
Infelizmente alguns não puderam ir: A Luana, o Felipe e esposa, o João Paulo e a Camila ficaram. Os outros 9 filhos, o Galeno e eu embarcamos!
Tivemos que organizar tudo em casa: Desde quem nos levaria, juntamente com a bagagem e quem nos buscaria, até a organização das malas de acordo com os companheiros de quarto.
Eu organizei uma lista de tudo que deveria ser levado, e defini quem ficaria responsável por fazer o que.
Todos tiveram que ajudar! Começamos a providenciar tudo com mais de um mês de antecedência, afinal muitas coisas tinham que ser compradas, como roupas de banho, chinelos novos, objetos de uso pessoal, as malas (acabei, e uma infinidade de coisas que cada um achava que necessitava. Claro que tive que cortar várias coisinhas das listas... rs
Enfim chegou o tão esperado dia! Alguns estavam tão ansiosos que nem queriam dormir! Os mais novos ficavam em contagem regressiva! kkk
A viagem em si foi excelente: Pudemos compartilhar momentos maravilhosos com meus pais, meus cunhados, sobrinhos e com dois casais de amigos que foram conosco! Por incrível que pareça não houve uma briga sequer!
Foram cinco dias de momentos em família maravilhosos, que pudemos aproveitar a companhia daqueles que amamos.
Tenho certeza que esses momentos serão guardados na memória de todos nós e em especial dos mais novos que poderão contar as experiências vividas nesses dias, ao lado de quem amamos!
Não, não uma viagem com a MINHA família apenas ( os 13 filhos e marido) mas com meus pais, irmãos, cunhados, sobrinhos.
Foi o máximo!
A idéia foi do meu pai, que sonhava com uma viagem dessas, envolvendo toda a família "dele": filhos, netos, bisnetos, etc
Isso mesmo! Fomos ao total 42 pessoas, saindo de Brasília para praia do Forte, na Bahia!
Precisamos de muita organização e participação de todos para decidir o local, o roteiro, a contratação do ônibus para o translado, a hospedagem, a distribuição nos quartos duplos, triplos, quádruplos, as preferencias e necessidades de cada ´pessoa, etc, sem falar nas despesas, que só foi possível com uma ajudinha do idealizador do passeio... só temos a agradecer a essa grande ajuda!
Eu confesso que no começo, achei que não ia dar certo. Tantas pessoas envolvidas nas decisões de uma mesmo evento ia acabar em desentendimento. Mas o incrível aconteceu: Nenhuma briga!!!!
Meus filhos estavam super ansiosos, principalmente aqueles que não conheciam a praia ou que não tinham viajado de avião.
Infelizmente alguns não puderam ir: A Luana, o Felipe e esposa, o João Paulo e a Camila ficaram. Os outros 9 filhos, o Galeno e eu embarcamos!
Tivemos que organizar tudo em casa: Desde quem nos levaria, juntamente com a bagagem e quem nos buscaria, até a organização das malas de acordo com os companheiros de quarto.
Eu organizei uma lista de tudo que deveria ser levado, e defini quem ficaria responsável por fazer o que.
Todos tiveram que ajudar! Começamos a providenciar tudo com mais de um mês de antecedência, afinal muitas coisas tinham que ser compradas, como roupas de banho, chinelos novos, objetos de uso pessoal, as malas (acabei, e uma infinidade de coisas que cada um achava que necessitava. Claro que tive que cortar várias coisinhas das listas... rs
Enfim chegou o tão esperado dia! Alguns estavam tão ansiosos que nem queriam dormir! Os mais novos ficavam em contagem regressiva! kkk
A viagem em si foi excelente: Pudemos compartilhar momentos maravilhosos com meus pais, meus cunhados, sobrinhos e com dois casais de amigos que foram conosco! Por incrível que pareça não houve uma briga sequer!
Foram cinco dias de momentos em família maravilhosos, que pudemos aproveitar a companhia daqueles que amamos.
Tenho certeza que esses momentos serão guardados na memória de todos nós e em especial dos mais novos que poderão contar as experiências vividas nesses dias, ao lado de quem amamos!
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Ser Mãe
Ser mãe não é apenas dar a luz a um filho,é acima de tudo dar amor, ter paciência, ser tolerante, ser compreensiva. É saber quando dizer sim e quando dizer não. Dizer não é também amar o seu filho!
Ser mãe é doar-se, é abdicar de algumas coisas e muitas vezes se anular em outras. Mas ao mesmo tempo, é ter discernimento para entender suas limitações e mais ainda, a de seus filhos.
Ser mãe é saber que cada filho é uma pessoa única, lembrando que o amor para cada um deles é igual e que suas diferenças devem ser respeitadas.
Ser mãe é ter sabedoria para ouvir e ter percepção para sentir o que não é dito. É saber observar para tomar as decisões certas.
Ser mãe é ensinar os valores verdadeiros para os seus filhos, e acima de tudo dar o exemplo: Nossas atitudes valem muito mais que palavras.
É saber que acima de todas nós mães, está a Mãe das Mães, é saber que podemos contar com Ela nos momentos que nos falta forças para aceitar as dificuldades ou para entender os acontecimentos. Ela nunca nos desampara e mirando no Seu exemplo com certeza não vamos errar!
segunda-feira, 9 de março de 2015
Direto do túnel do tempo. Entrevista para o DF TV em 2007
Ontem, o assunto na mesa era como nossas vidas estão expostas nas redes sociais e a facilidade de acesso à essas informações, disponíveis na internet.
Então, a Cecília resolveu colocar os nomes de alguns na página de pesquisa da Google.
Em menos de 2 segundos encontramos diversas informações sobre nós, desde onde moramos, nossa profissão, idade, concursos que participamos,etc.
Dentre essas coisas encontramos uma entrevista realizada em 2007 para o Globo Comunidade do DF.
Essa entrevista acabou sendo apresentada também no DF TV, no dia das mães.
Segue abaixo a reportagem e o link para visualização no site do G1:
12/05/07 - 17h44 - Atualizado em 12/05/07 - 17h44
Então, a Cecília resolveu colocar os nomes de alguns na página de pesquisa da Google.
Em menos de 2 segundos encontramos diversas informações sobre nós, desde onde moramos, nossa profissão, idade, concursos que participamos,etc.
Dentre essas coisas encontramos uma entrevista realizada em 2007 para o Globo Comunidade do DF.
Essa entrevista acabou sendo apresentada também no DF TV, no dia das mães.
Segue abaixo a reportagem e o link para visualização no site do G1:
12/05/07 - 17h44 - Atualizado em 12/05/07 - 17h44
Aos 35 anos, mãe do DF tem 12 filhos
Gláucia e o marido, Galeno, casaram cedo.
Família ainda pode aumentar
Família ainda pode aumentar
Luana Raquel, Felipe Henrique, João Paulo, Gabriela, Camila Maria, Danielle, Jônatas, Ana Ruth, Marianna, Cecília, Pedro Gabriel e Arthur Miguel. São 12 crianças, a mãe Gláucia e o pai Galeno. No total, 14 pessoas formam a família Faria de Moura.
Na época do casamento, Gláucia tinha 16 anos e Galeno, 21. Eles queriam ter muitos filhos e, por isso, começaram cedo. Já são 12, com idades entre 18 anos e oito meses. Todos biológicos e nenhum gêmeo. Foram dez partos normais e só duas cesarianas.
“Eu amamentei todos. Em média eu amamento seis meses. Alguns foram três, quatro, cinco. Mas normalmente eu amamento até os seis meses de idade”, diz Gláucia.
O casal trabalha o dia todo e só tem uma empregada para ajudar. “Ela já me disse que pensou várias vezes em não ficar, em desistir do emprego”, acrescenta a chefe da família.
Eles moram no Park Way, numa casa com seis quartos e três banheiros. Às vezes dá confusão: “Tem uns que entram no banheiro e não saem mais. A gente tem que ficar brigando: ‘Eu mandei tomar banho mais cedo’”, revela Gláucia.
Eles contam que fazem todas as refeições juntos. Qualquer lanche vira uma verdadeira festa. As crianças vão para a escola em uma van da família e os colegas fazem muitas perguntas.
“Se não tem televisão em casa, se tem alguém adotado, se tem gêmeos, se dorme mais de um no mesmo quarto...”, conta Luana Rachel, de 18 anos.
E para quem se preocupa muito com os filhos, Gláucia dá a dica: “Eu acho que a gente deve simplificar a vida ao máximo. Eu vejo que muitas mães têm preocupações excessivas. As mães devem ser mais naturais e ao mesmo tempo mais cuidadosas, no sentido de observar mais a reação dos filhos, de acompanhar tudo que está acontecendo com eles”.
Gláucia agora está com 35 anos. Será que a família ainda vai aumentar? “Eu não fiz a ligadura. Então, pode acontecer. Se vier, também será bem-vindo!”, revela a supermamãe.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Quantas horas por semana nossos filhos ficam assistindo televisão?
É sabido por todos que o excesso de TV pode prejudicar o desenvolvimento intelectual e social da criança.
Então muitos pais se perguntam:
Como fazer para seus filhos usarem adequadamente a TV?
Como obter o máximo benefício desse poderoso meio de comunicação com o mínimo de risco?
Segue abaixo algumas dicas, que adotamos em casa e que poderá ajudar:
- Estabeleça limites sensatos quanto a horário e tipo de programa. Dependendo da idade, seu filho pode participar desta decisão.
- Mantenha os limites estabelecidos. Ao se abrir alguma exceção, deve ficar claro que as regras não mudaram.
- Não ligue a TV nas seguintes situações: durante as refeições (para poderem ter um contato familiar neste momento), quando outras crianças vierem brincar e em reuniões familiares.
- Assista a TV junto com seus filhos. Isto permite uma troca de idéias e valores.
- Discuta os programas assistidos, auxiliando assim o desenvolvimento do senso crítico de seu filho.
- Não use a TV para substituir sua presença nem para subornar.
- Não use a TV como "calmante" para seu filho. Com esta atitude a criança perde a chance de aprender a lidar com os altos e baixos da vida.
- 8. Dê o exemplo a seus filhos.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Viagem a dois
Toda família precisa e
deve realizar viagens!
Nada mais gratificante do que proporcionar aos filhos
momentos de prazer e convivência com os pais. Apresentar-lhes lugares
diferentes e partilhar momentos felizes! Viajar com os filhos é uma delícia e,
conforme eles crescem, vai ficando cada vez mais gostoso. Mas é importante ter
um tempo para pensar só no casal, fazer planos, namorar e renovar a relação.
Perdemos um pouco a
admiração pelo outro quando compartilhamos apenas os problemas, quando estamos
tão atarefados e preocupados que não conseguimos mais admirar as qualidades do
outro.
Nosso ativismo, nossas ocupações,
obrigações e responsabilidades nos impedem de conversarmos com calma, de expor
nossas opiniões e divergências com prudência.
Estamos sempre cansados,
correndo contra o tempo, brigando contra os atrasos, com as tarefas de casa, preocupados
com as despesas e etc. Qualquer reclamação ou palavra mais seca pode ser “a
gota d’água” para desencadear uma briga.
Um tempo a dois pode
ajudar a relaxar e perceber que a outra pessoa ainda pode ser agradável! Que
ainda é possível compartilhar de bons momentos e que dá prazer estar juntos!
Passar um tempo juntos,
nos dá a oportunidade de dialogar sobre os assuntos comuns aos dois, de dedicar
atenção ao outro, de aprender a ser gentil e de vivenciar momentos agradáveis.
Por isso acho de grande sabedoria saber dedicar um tempo para estar a sós, longe das obrigações, dos problemas e dificuldades.
É muito importante
sabermos passar bons momentos juntos, cultivar essa idéia é essencial pois temos
a oportunidade de dialogar, descobrir novas qualidades e também entender os
defeitos um do outro. Nos faz ter boas lembranças e ver que é possível relaxar e curtir a vida ao lado do outro.
É o melhor momento
para se reconciliar e aprender a se perdoar.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Homenagem da empresa que trabalho no dia das mães
No dia das mães a empresa que trabalho publicou uma pequena homenagem ao dia das mães, e me escolheu para representar todas as mães trabalhadoras e dedicadas.
Segue a publicação:
As mães desenvolvem habilidades para suprir as tantas demandas que supõe educar seus filhos e coordenar-se com a vida profissional e demais atividades do dia a dia. Um exemplo muito bem sucedido desta organização é o de nossa colega Gláucia Córdova, analista de sistemas locada no Projeto MAPA em Brasilia. Gláucia é mãe de 13 filhos que possuem de 5 a 25 anos, e todos, com exceção de um que é casado, vivem com ela e seu esposo. Ela nos conta que consegue manter a família unida com a ajuda de Galeno, seu esposo, e através de muito respeito, solidariedade e amor. E garante que, mesmo com tantos filhos, consegue um tempinho para si mesma.
Gláucia organiza as tarefas de casa com sua família, ela gerencia e delega funções a todos, prepara tudo seguindo uma logística do dia-a-dia, e ainda se dedica com empenho às necessidades que cada filho lhe exige em suas diversas fases e idades. “Antes de ser contratada pela Indra, eu era comerciante e trabalhava com meu esposo, mas no oitavo filho resolvi que deveria voltar a estudar e me profissionalizar. Então entrei na faculdade, achei que não conseguiria, mas me formei! E depois disso não parei mais, fiz uma pós-graduação e outras certificações. O próximo passo é tirar o PMP. Gosto da área de gerência de projetos e pretendo seguir carreira”.
Por esta determinação ela pode representar a todas as mães da Indra nesta data especial, as mães que exercem com habilidade suas profissões, tanto a técnica como a de ser mãe.
Parabéns às milhares de mães que trabalham na Indra, assim como a Gláucia, organizando-se para dar o melhor de si em ambas suas jornadas e que o fazem com dedicação, entusiasmo e determinação para aportar tecnologia e inovação ao dia a dia das pessoas.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
COOPERAÇÃO
As perguntas são sempre as mesmas:
- Como organizar a casa de uma família tão grande?
- Preparar a comida?
- Lavar as roupas?
-Ajudar nos deveres de casa?
-Transportar para as escolas? etc
Não é fácil!
Mas para que tudo funcione temos que ter uma boa divisão de tarefas aliada à cooperação de todos e o máximo de organização!
Administrar a casa a distância nunca foi tarefa fácil pra ninguém! Imagine uma casa com tanta gente!
Cada um tem que saber qual a sua responsabilidade e contribuição. Se não contarmos com o apoio de todos o caos se instala com certeza!
Então criamos uma lista com as atividades de cada um. Mesmo aqueles que já trabalham têm sua contribuição: lavar a louça da janta por exemplo, ou ajudar com a limpeza do chão, levar o lixo, etc
Até mesmo os menores tem suas atividades: guardar a louça, recolher a mesa e organizar seus quartos.
E as adolescentes que estudam à tarde cooperam com a preparação do almoço. Eu fico com o jantar e a lavagem das roupas, e assim vai...
Controlar e verificar se tudo foi feito requer uma boa administração, mas quem mais me ajuda é meu esposo, que me apoia com pulso forte e determinação!
Procuramos conscientizar todos os membros da família da importância da cooperação, para que ninguém seja sobrecarregado! Todos tem que ter em mente que, de uma forma ou de outra tem que ajudar. Cada um dentro das suas possibilidades e maturidades, mas com a ajuda de todos conseguimos o mínimo para viver em um ambiente digno.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Filho, você não merece nada!
Outro dia um amigo me mandou um texto falando sobre a dificuldade dos
pais de classe média na educação de seus filhos. Achei o ponto de vista da escritora,
Eliana Brum, excelente e vale a pena
ler!
Segue o texto na íntegra:
Meu filho, você não merece nada
A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a
geração mais preparada
"Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que
se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente
grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada e, ao mesmo tempo,
da mais despreparada
Preparada do ponto de vista das habilidades,
despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de
usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço.
Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque
desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre
muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da
felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons
colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à
cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao
mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem
prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no
mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai
ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem,
seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente
não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se
emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças
e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante,
desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é
preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos
gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma
nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso
que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou
um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a
felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos
pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos
para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar
nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os
pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de
fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que
os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas
do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um
mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os
limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço.
Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer
que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar
algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que
não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina.
Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo,
coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no
país.
Da mesma forma que supostamente seria possível
construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é
possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma
anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que
deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a
felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista
para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto
de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais
tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é
que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas
não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que
viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante
que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo
Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria
fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre
fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado
quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição
humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da
realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem
mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas
famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote
completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem
considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se
sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos
espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um
reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da
felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já
que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas
e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com
medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se
comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que
ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes
simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que
tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um
vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora
dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não
conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas
materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir
ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma
mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de
consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta
que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem
buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo
funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que
vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo
uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados.
E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E
acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a
frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da
vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto,
percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim,
assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado
porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua,
mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um
percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com
dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a
gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem
que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é
dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo,
mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela
é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou
confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir
que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não
confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de
compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume
alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa
ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um
direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada
vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu
espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de
escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja
a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo,
porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a
responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser
falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é
melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba."
ELIANE BRUM
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Viajando com a família
O sonho de nossa família é poder viajar
pra praia pelo menos uma vez ao ano. Mas como não é possível realizar esse
sonho todo ano, acabamos viajando para o Rio Quente, em Goiás, por ser mais perto
e mais barato.
Sempre alugamos uma casinha e usamos
o clube de águas termais do qual somos sócios, assim, passamos o dia no clube e
fazemos nossas refeições em casa mesmo.
Nas últimas vezes que viajamos
pra lá, não foi possível levar todos os membros da família, por diversos
motivos: os mais velhos já estavam trabalhando, outros tinham planos de viajar para
outros lugares, etc.
Este ano foi diferente, pois no
total éramos 12! Logo uma casinha pequena não caberia todos nós! Como tínhamos
um flat emprestado, decidimos dividir a família: O Galeno e eu ficamos no pequeno apartamento com os meninos (5 pessoas) e as meninas ficaram na casinha alugada
(7 pessoas).
Tudo teve que ser bem organizado:
A família e a bagagem foram divididas em dois carros, pois nossa van estava no
conserto. A comida que levamos também tinha que ser dividida, já que na casa,
assim como no flat seria feito o café da manhã. O almoço e o jantar seriam
feitos na casinha, já que ela tinha mais espaço.
Então o esquema era o seguinte:
De manhã todos levantavam, preparavam o café e tomavam onde estavam hospedados.
Combinávamos o horário de nos encontrar na entrada do clube, passávamos a manhã
toda lá, nadando, tomando sol, etc. Na hora do almoço voltávamos todos juntos
pra casa alugada e preparávamos o almoço (claro que todo mundo já tava morto de
fome!), descansávamos um pouco e voltava pro clube! Ficávamos lá até dar
fome de novo, quando voltávamos pra casa, preparávamos um lanche e quando
anoitecia todos voltavam pras piscinas de água quente novamente!
Tinha dessas noites que os dois
menores dormiam nas cadeiras de sol,de tão exaustos que ficavam! Logo, o Galeno e eu tínhamos que
carregá-los de volta pro carro!
Apesar dessa rotina corrida foi
muito bom. Nos divertimos muito e passamos bons momentos!
Assinar:
Postagens (Atom)
